Notícia

09/04/2014 17:51

Divulgado hoje a publicação online que contém o relatório “Violações aos direitos humanos e territoriais dos Guarani no oeste do Paraná: subsídios para a Comissão Nacional da Verdade”, produzido pelo Centro de Trabalho Indigenista (CTI)

Maiores Informações: http://trabalhoindigenista.org.br/noticia/centro-de-trabalho-indigenista-divulga-relat%C3%B3rio-sobre-viol%C3%AAncias-cometidas-pelo-estado-bras

Seleção para Bolsa 2014

03/04/2014 22:12

Curso Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica Seleciona Alunos de Graduação do CFH e CED para Bolsa PIBE2014

Informações:

O candidato deve estar apto a trabalhar diretamente com os alunos indígenas – Guarani, Kaingang e Xokleng/Laklãnõ – durante as etapas do curso de Licenciatura Intercultural Indígena e auxiliar nas atividades extraclasse.

Valor da Bolsa: R$364,00 acrescido do valor do auxílio-transporte que será de R$132,00.

 

Requisitos:

– Estar regularmente matriculado em curso de graduação;

– Estar cursando 5ª fase em diante;

– Conhecimento do pacote Office;

– Conhecimento de formatação das normas da ABNT.

 

Obs: A seleção dos candidatos ocorrerá no dia 15/04/2014.

Interessados devem encaminhar carta de intenção (1 página máx.) e histórico escolar atual para o e-mail:

15ª ETAPA

11/03/2014 16:50

Estimadas alunas, estimados alunos Guarani, Kaingang e Laklãnõ/Xokleng do Curso Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica!

 Bem vindos à décima quinta etapa intensiva! Bem vindos ao início do último ano do curso!

 Esperamos que estejam muito bem!

 Com grande satisfação a coordenação do curso comunica que está trabalhando para o início de mais uma etapa do curso.

 Seguem algumas informações:

Dia 17 de março, segunda-feira, iniciarão as aulas no prédio do antigo Restaurante Universitário, com término previsto para o dia 29 de março.

 Chegada:

Dia 16 de março, domingo, no Hotel São Sebastião da Praia. Endereço:  Av. Campeche, nº 1373 –  Praia do Campeche – Florianópolis/SC – Tel.: (48) 3338-2020.  www.hotelsaosebastiao.com.br.


Material a compor a bagagem da/o estudante:

– Para as aulas: caderno, caneta, lápis, régua, pasta e demais itens convenientes.

– Os equipamentos do curso, caso não estejam em uso (câmera fotográfica, GPS etc.).

– Para o curso: trabalhos do Tempo Comunidade apresentados na etapa de janeiro.

– Para o bem estar: roupas e material de higiene pessoal.

 

Deslocamento:

Para o deslocamento aldeia  – Florianópolis o aluno deve se informar junto a sua regional da FUNAI.  A FUNAI é instituição parceira do curso.

Aos que chegam em Florianópolis com transporte locado: desembarque no hotel.

Aos que chegam em Florianópolis com ônibus estadual ou interestadual de linha:

fazer uso do transporte urbano –  saída TICEN (ao lado da rodoviária), plataforma B – empresa Insular, para TIRIO. No TIRIO, pegar o ônibus Campeche via Capela. Devem solicitar para saltar próximo ao Hotel São Sebastião da Praia. Acesse http://www.insulartc.com.br/index_pc.html  para ver os horários.

 

A todos excelente viagem. Até breve.

 

A Coordenação.

Ação Saberes Indígenas na Escola

27/02/2014 21:17

Ação Saberes Indígenas na Escola

(Secadi/MEC)

Estão abertas as inscrições para a seleção de formadores que atuarão na Ação Saberes Indígenas na Escola (Secadi/MEC) junto aos povos Guarani, Kaingang e Xokleng/Laklãnõ. As inscrições iniciam em 27 de fevereiro e estendem até 07 de março de 2014.

A PORTARIA 98 – Acao Saberes Indigenas na Escola, DE 6 DE DEZEMBRO DE 2013 , que regulamenta a ação Saberes Indígenas na Escola e define suas diretrizes complementares, oferece informação completa sobre a Ação e as atribuições dos formadores (artigos 19 e 20).

Os candidatos devem reunir, no mínimo e cumulativamente, os seguintes pré-requisitos de formação e experiência:

I – ter experiência comprovada na área de formação de professores para atuarem em escolas indígenas;

II – ter formação em áreas correlatas aos eixos do Programa (Letramento e numeramento em línguas indígenas e Língua Portuguesa, e conhecimentos e artes verbais indígenas)

III – ter capacidade de elaborar materiais didáticos para uso nas escolas indígenas e materiais pedagógicos para uso dos professores participantes da formação

IV – possuir titulação de graduação, especialista, mestre ou doutor; e

V – no caso de formador que se dedique especialmente à pesquisa metodológica é necessário ter experiência de trabalho junto a povos indígenas.

Para inscrever-se, envie Curriculum Vitae atualizado e carta justificando seu interesse para:

Maria Dorothea Post Darella () e/ou

Carlos Maroto Guerola ().

Entre em contato nos endereços eletrônicos acima em caso de dúvidas ou necessidade de maiores informações.


 

Bolsa Permanência

21/02/2014 14:44

Comunicamos aos acadêmicos da LII que, de acordo com o MEC, seus cadastros seguem com validade para o ano de 2014.

A Coordenação

MENINOS, EU RI! José Ribamar Bessa Freire 19/01/2014 – Diário do Amazonas

30/01/2014 15:07
MENINOS, EU RI!
José Ribamar Bessa Freire
19/01/2014 – Diário do Amazonas
E à noite, nas tabas, se alguém duvidava,
do que ele contava, dizia prudente:
 – “Meninos, eu vi”. (Gonçalves Dias).
Esses são os últimos versos do poema I-Juca Pirama – aquele que deve morrer – escrito por Gonçalves Dias em 1851. O narrador é um velho Timbira que, em dez cantos, rememora as dramáticas peripécias de um guerreiro tupi que cai prisioneiro e é condenado à morte. Os 484 versos que compõem essa história foram cantados, nesta semana, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) por alunos Guarani, Kaingang e Laklãnõ do Curso de Licenciatura Intercultural Indígena, nas aulas de literatura ministradas por este locutor que vos fala.
– Meninos, eu vi! – concluiu o velho Timbira para eliminar qualquer dúvida.
– Meninos, eu também vi – digo eu, embora o que vi seja difícil de acreditar. Depois da aula, na quarta-feira à noite, na telinha da taba, eu vi, meninos, o Jornal da Noite da Band Bad News. Vi e ouvi. Lá estava Boris Casoy – aquele jornalista que tratou os garis com desprezo – falando merda outra vez. Anunciou que, agora, basta qualquer um se autodeclarar índio para que tenha terra concedida por laudos antropológicos feitos com critérios duvidosos. Achincalhou e desqualificou garis e, agora, índios e antropólogos, fazendo biquinho de chaleira. Isso-é-u-ma-ver-go-nha!
Fugindo do Boris, mudamos de canal para a Globo-No-News-Good-News. Lá, Alexandre Garcia entrevista o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, o deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS – viche, viche), que repetiu a mesma merda do Boris. Falou que os conflitos por terra são causados por “maquinação” de antropólogos que produzem laudos fraudulentos. Contou que uma antropóloga de Santa Catarina bebeu chá do santo daime, teve uma miração, enxergou terras ocupadas por pecuaristas e, cheia do chá, opinou pela desintrusão da área em favor dos índios.
Os escrivães da frota
– Se os índios querem terra, que comprem – bradou o varonil depufede pecuarista, para quem a terra é uma mercadoria e nada tem de sagrado. Engatilhou aquele papo de “muita terra para pouco índio” no que foi apoiado por Alexandre Garcia, para quem os “aculturados” não são “índios de verdade”. Cleber Buzatto do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), paciente, fez um contraponto inteligente, exemplificando que a Fazenda Bodoquena (MS) tinha 40 mil cabeças de gado vivendo em 80 mil hectares, enquanto 45 míl indios guarani kaiowá estavam encurralados em apenas 30 mil hectares.
O boi e a vaca tem mais espaço para viver do que os índios. Mas a “inguinorância” do depufede pecuarista não tem limites. Ele ignorou esse dado, mudou de assunto e assustou o telespectador:
– Você pode perder seu apartamento, seu carro, sua terra por causa do laudo antropológico fraudulento – ameaçou.
O rei de Portugal tinha um escrivão, mas o agronegócio tem muitos. Eles estão afinadíssimos, tocando na mesma orquestra, obedientes à batuta de um único maestro. Isso que eles fazem não é jornalismo. No lugar de informar, fazem proselitismo. Não relatam o que houve, mas o que ouvem. E só ouvem ruralistas, nada mais que ruralistas, exclusivamente ruralistas, com raras exceções. Ouvir o outro lado, os índios? Nem morta, filha. Não são jornalistas, são escrivães da frota, cujo objetivo é avisar ao seu rei – o agronegócio – que descobriram novas terras “devolutas” a serem conquistadas e ocupadas.  
Esses pero vaz de caminha de igarapé desencadearam nos últimos tempos uma campanha orquestrada, uma ofensiva sem precedentes para ganhar o apoio da opinião pública contra os direitos constitucionais dos índios sobre a terra. Eles sabem que os índios são olhados com simpatia pela parte generosa do povo brasileiro, capaz de se indignar contra a injustiça. Não poderão abocanhar as terras indígenas, se a solidariedade se manifestar. Tratam, então, de desmantelá-la, deformando a imagem do índio.
Um riso nervoso
Os escrivães da frota estão usando a mídia para um novo tipo de catequese, querem converter os brasileiros para a religião do “desenvolvimento a qualquer preço”, numa ofensiva sistemática, bombardeando a opinião pública com a mesma xaropada. Mente, mente, que algo fica. Apresentam os índios como obstáculos ao desenvolvimento econômico. Querem impedir a demarcação de terras indígenas. O agronegócio recrutou o mesmo exército de escribas que atuou no caso do Código Florestal, além de bancar ações fora-da-lei como a proposta do Leilão da resistência para a formação de milícias armadas.
Meninos, eu ri, mas foi um riso nervoso. Confesso meu medo diante dessa escalada sistemática, truculenta, com grande poder de fogo. Cada vez que ouço esses arautos da boçalidade, fico com o pescoço francês na mão. Assustam declarações como a do representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Humaitá (Am), um tal Carlos Terrinha (Folha de São Paulo 1/1/14), que ameaçou:
– Hoje, se um índio vier à cidade, vai morrer – disse. E ficou por isso mesmo.
Meu pescoço francês fica apertado nessa hora. Minhas esperanças só se renovam quando vejo, como vi na UFSC – meninos eu vi – os universitários indígenas se qualificando. Assisti a apresentação de trabalhos de pesquisa apresentados por mais de 80 índios, muitos deles sobre etnomapeamento de diferentes aldeias indígenas, apoiados em  técnicas, instrumentos e programas como o Google Earth, Google maps e imagens de satélites.
Este é o contraponto ao discurso truculento dos escrivães da frota. A resposta dos índios é o conhecimento cada vez mais profundo sobre seus territórios. Não é mais possível enganá-los. Eles estão mapeando tudo: território, tipos de solo, rios, nascentes, cachoeiras, cascatas, árvores, plantas medicinais, línguas, topônimos, aspectos físicos e ambientais, desmatamento e poluição causado por estradas e barragens, além do registro dos mitos e das historias locais. Foi isso, meninos, que eu vi na Universidade Federal de Santa Catarina.
Disponível em: http://www.taquiprati.com.br/cronica.php?ident=1069

14ª ETAPA

18/12/2013 18:31

Prezadas alunas, prezados alunos Guarani, Kaingang e Laklãnõ/Xokleng do Curso Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica!


Sejam bem vindos à décima quarta etapa intensiva – tempo universidade! Desta vez em janeiro!Esperamos que se sintam com saúde e alegria. Com satisfação a coordenação do curso comunica que está finalizando os preparativos para esta próxima etapa do curso, a finalizar o semestre 2013.2.Seguem algumas informações:Dia 06 de janeiro, segunda-feira, iniciarão as aulas dessa décima quarta etapa do curso, nas salas de aula do CFH (Centro de Filosofia e Ciências Humanas/UFSC), com término previsto para sábado, dia 18 de janeiro.

Chegada prevista para 05 de janeiro, com hospedagem no:

RECANTO MARISTA CHAMPAGNAT 

 
Endereço:
Estrada Sertão do Assopro, S/N
Itacorubi – Florianópolis – SC
CEP: 88062-002
Informações: (48) 3232-0927
 
 
*Ônibus – TICEN – TILAG – Ponto do Mirante da Lagoa da Conceição
 
 

 Material a compor a bagagem da/o estudante:

– Para as aulas: caderno, caneta, lápis, régua, pasta e demais itens convenientes.– Para disciplinas a serem recuperadas do semestre passado: material trabalhado e caderno de apontamentos. * Trazer os trabalhos TC.

– Para o bem estar: roupas e material de higiene pessoal.  A temperatura em janeiro geralmente ultrapassa os 30º. Aconselhamos que tragam roupas de verão extra.

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