Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica
  • Coperve Publica Edital do Vestibular 2022 da Licenciatura Intercultual Indígena do Sul da Mata Atlântica

    Publicado em 17/12/2021 às 08:54

    EDITAL 16/2021/COPERVE – Edital Completo do Vestibular UFSC/2022/Licenciatura Intercultural Indígena 2022


  • LIcenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica lança segunda coleção de livros

    Publicado em 14/12/2021 às 14:28

    A segunda coleção de livros da Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) será lançada nesta quinta-feira, 16 de dezembro, às 17h, pelo Youtube. Fazem parte da coleção “Kuri’y Zág Fág”: Vol.1: Ensino e Natureza, Vol.2: Culturas e Memórias e a cartilha Projetos Interdisciplinares para o Ensino Médio Indígena, todos na versão impressa e também na forma de e-books digitais e gratuitos.

    Os livros são resultado de trabalhos de conclusão de curso da segunda turma da Licenciatura Indígena, e a cartilha é baseada nos planos de ensino dos estágios dos alunos Guarani, Kaingang e Laklãnõ/Xokleng da mesma turma. As obras materializam o esforço e a qualidade das pesquisas defendidas pelos estudantes indígenas. O evento de lançamento contará com uma roda de conversa com as organizadoras e alguns dos autores e autoras.

    Acesse os e-books:

    Kuri’y Zág Fág Vol.1: Ensino e Natureza

    Kuri’y Zág Fág Vol.2: Culturas e Memórias

    Projetos Interdisciplinares para o Ensino Médio Indígena


  • Walderes Coctá Priprá, egressa da primeira turma do curso Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica é premiada pela Sociedade de Arqueologia

    Publicado em 25/11/2021 às 16:45

    Egressa da Pós-Graduação em História, pesquisadora indígena é premiada pela Sociedade de Arqueologia Brasileira

     


  • Nota de repúdio e Apoio às Manifestações da Apib, ANMIGA, Instituto Kaingang, Cimi-Sul e ABA sobre a Violência na Terra Indígena Serrinha (RS)

    Publicado em 20/10/2021 às 08:35

    A Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica da Universidade Federal de Santa Catarina vem a público manifestar seu repúdio à situação de extrema violência na Terra Indígena Serrinha (RS) em função das práticas de arrendamentos de terras indígenas.
    Repudiamos os crimes, convocamos os poderes públicos para conter a grave situação de violência e clamamos por justiça em favor da vida.
    Nos solidarizamos com as vítimas das violências e manifestamos nossos pêsames aos familiares daqueles que foram assassinados.
    Basta de arrendar vidas indígenas!
    Vidas indígenas importam!

    APOIE AS FAMÍLIAS DESABRIGADAS DA TERRA INDÍGENA SERRINHA (RS)
    Doações financeiras podem ser realizadas através do PIX do Inka e pela conta corrente da instituição:

    Banco do Brasil: Agência 1376-5 / Conta Corrente 8099-3

    Pix CNPJ – 06040162/0001-30

    https://institutokaingang.org.br/2021/10/17/apoie-as-familias-desabrigadas-da-terra-indigena-serrinha-rs/

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  • ANÚNCIO DE APROVAÇÃO DE CURSO E NOTA DE AGRADECIMENTO

    Publicado em 25/08/2021 às 18:45

    Dia 25 de agosto de 2021.

    É com imensa alegria que hoje, dia 25 de agosto de 2021, comunicamos a aprovação de nosso Projeto Pedagógico do Curso de Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica pela Câmara de Ensino de Graduação da Universidade Federal de Santa Catarina! Nosso curso agora é permanente nesta universidade! A UFSC também é Indígena! Teremos em nosso curso entradas quadrienais, garantindo aos povos Guarani, Kaingang e Laklãnõ/Xokleng o acesso a um curso específico e diferenciado de formação de professores indígenas para suprir as demandas nas aldeias no fortalecimento dos currículos diferenciados de suas escolas, conforme garante a Constituição Federal de 1988 e legislação infraconstitucional.

    Dia histórico para nós, pois é hoje também que está novamente em pauta no Supremo Tribunal Federal (STF) a retomada do debate e a votação sobre o “marco temporal”, em processo específico de análise da ação de reintegração de posse movida pelo governo de Santa Catarina contra o povo Laklãnõ/Xokleng, referente à Terra Indígena Laklãnõ, onde também vivem indígenas Guarani e Kaingang. O processo tem “repercussão geral” desde 2019, portanto, sua decisão servirá de diretriz para o governo federal e todas as instâncias do Judiciário no que diz respeito à demarcação de terras indígenas no país. Sua importância recai também sobre todas as propostas legislativas referentes aos direitos territoriais dos povos originários.
    O eixo integrador de nosso curso de Licenciatura Intercultural Indígena é Territórios e
    Conhecimentos Indígenas no Bioma Mata Atlântica – reforçando o nosso reconhecimento sobre a importância dos territórios para os povos originários e somando-se à luta por seus direitos territoriais.

    Neste dia de luta e comemoração, agradecemos publicamente a todos, todas e todes na força conjunto em construir o curso de Licenciatura Indígena na UFSC nos últimos 10 anos, em que o nosso curso viu nossa rede crescer na UFSC. Contamos hoje com uma rede de treze Departamentos aos quais oferecemos nossa gratidão: História, Antropologia, Museologia, Direito, Ecologia e Zoologia, Geociências, Metodologia de Ensino, Estudos Especializados em Educação, Engenharia Sanitária e Ambiental, Psicologia, Libras, Artes, Língua e Literatura Estrangeira.
    Também importante ressaltar nosso agradecimento à construção conjunta e ao apoio das Secretarias de Estado da Educação de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, ao PROLIND/MEC, à FUNAI.

    Por fim, ressaltamos o esforço da direção do CFH, do Gabinete da Reitoria, do DEN, da PROGRAD e da Câmara de Ensino de Graduação nesta importante aprovação, tecendo junto com esta coordenação de curso e os 13 departamentos, cursos e docentes que atuam neste grande movimento que marca o compromisso institucional e pessoal em garantir uma universidade pública diversa para todos, todas e todes.

    Coordenação da Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica


  • NOTA DE PESAR

    Publicado em 16/08/2021 às 10:13

    A equipe de coordenação do curso Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica, da Universidade Federal de Santa Catarina, vem a público manifestar seu sentimento de consternação quanto ao falecimento do SENHOR ALFREDO PATTÉ, LAKLÃNÕ-XOKLENG DA TERRA INDÍGENA LAKLÃNÕ, na data de 12 de agosto de 2021. Lamentável perda para a sua grande família e para o povo Laklãnõ-Xokleng.
    O Senhor Alfredo Patté, ancião e sábio, era precisamente uma das últimas grandes referências de “ancestralidade viva” do povo Laklãnõ-Xokleng. Profundo conhecedor da cultura, foi muito procurado como interlocutor por nossas então alunas e alunos da primeira e segunda turmas para as pesquisas e Trabalhos de Conclusão de Curso e análises em geral.
    Acir Caile Priprá, neto, ressaltou seus ensinamentos e conselhos, seu exemplo, relembrando outrora ter sido professor. Dignifica-o como herói. O neto Eliton Pique acentuou a trajetória de muita luta de seu avô pela garantia da terra. Foi notória a participação do Senhor Alfredo Patté nos trabalhos para identificação e delimitação da terra indígena, em 1998 (PEREIRA, Walmir da Silva (coord.). Laudo antropológico de identificação e delimitação de terra de ocupação tradicional Xokleng. História do contacto, dinâmica social e mobilidade indígena no sul do Brasil. Relatório referente as Portarias 923/PRES/97 e 583/PRES/98 – Grupo Técnico para reestudo da delimitação da TI Ibirama. Porto Alegre, FUNAI, 1998). A portaria declaratória do Ministério da Justiça foi assinada em 2003.

    O Senhor Alfredo Patté também participou ativamente de debates a respeito da criação do curso Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica. Em 2007, por exemplo, integrava o grupo de reflexões a respeito na própria terra indígena, manifestando claramente o seu interesse e a importância da formação de professores Laklãnõ-Xokleng, visando o empoderamento de verdadeiras escolas indígenas a fortalecer os direitos culturais e territoriais do povo.

    Uma significativa perda. Por demais lamentável as três partidas tão recentes: Nanblá Gakran, Aniel Priprá e Alfredo Patté, marcando sentimento de orfandade e saudade em muitos. Todavia, a trajetória segue adiante. Com tenacidade, perseverança e dignidade.

    Expressamos nosso reconhecimento, valorização e pesar, junto com nosso profundo agradecimento por todo aprendizado e legado, a ser perpetuado.

     

    Equipe de coordenação do curso Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica.

    UFSC, 13 de agosto de 2021.


  • Nota de Repúdio e Apoio ao Manifesto das Mulheres Indígenas do Brasil contra a barbárie cometida à jovem Daiane Kaingang, de 14 anos

    Publicado em 05/08/2021 às 18:17

    A Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica da Universidade Federal de Santa Catarina vem a público manifestar sua total indignação com o ato de extrema violência contra a vida da jovem Daiane Kaingang de apenas 14 anos. Daiane foi brutalmente violentada, assassinada e teve seu corpo dilacerado na tarde do dia 04 de agosto na Terra Indígena Guarita, Rio Grande do Sul. O crime praticado contra as mulheres indígenas é inaceitável e deve ser investigado e punido. A violência contra os povos indígenas e as mulheres indígenas em especial é um triste marco da história.
    Basta de violência!
    É preciso que todes lutem contra a violência e a favor da vida indígena.
    Vidas indígenas importam!
    Daiane Kaingang, presente!

    Florianópolis, 05 de agosto de 2021.

    Coordenação Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica
    Universidade Federal de Santa Catarina
    Juliana Salles Machado
    Evelyn Schuler Zea
    Maria Dorothea Post Darella
    Natalia Hanazaki
    Murilo Mariano

    Manifesto das Mulheres Indígenas do Brasil contra a barbárie cometida à jovem Daiane Kaingang, de 14 anos

    A Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (ANMIGA), viemos por meio deste manifesto repudiar e denunciar o crime de barbárie cometida na tarde desta quarta-feira (04), no Setor Estiva, da Terra Indígena do Guarita, no município de Redentora, contra a jovem de apenas 14 anos, Daiane Griá Sales, indígena Kaingáng, moradora do Setor Bananeiras da Terra Indígena do Guarita. A jovem Daiane foi encontrada em uma lavoura próxima a um mato, nua e com as partes inferiores (da cintura para baixo) arrancadas e dilaceradas, com pedaços ao lado do corpo.

    Temos visto dia após dia o assassinato de indígenas. Mas, parece que não é suficiente matar. O requinte de crueldade é o que dilacera nossa alma, assim como literalmente dilaceraram o jovem corpo de Daiane, de apenas 14 anos. Esquartejam corpos jovens, de mulheres, de povos. Entendemos que os conjuntos de violência cometida a nós, mulheres indígenas, desde a invasão do Brasil é uma fria tentativa de nos exterminar, com crimes hediondos que sangram nossa alma. A desumanidade exposta em corpos femininos indígenas, precisa parar!

    Estamos aqui, reivindicando justiça! Não deixaremos passar impune e nem nos silenciarão. Lutamos pela dignidade humana, combatendo a violência de gênero e tantas outras violações de direitos. As violências praticadas por uma sociedade doente não podem continuar sendo banalizadas, naturalizadas, repleta de homens sem respeito e compostura humana, selvageria, repugnância e macabrismo. Quem comete uma atrocidade desta com mulheres filhas da terra, mata igualmente a si mesmo, mata também o Brasil.

    Mas saibam que o ÓDIO não passará! Afinal, a violência praticada não pode passar impune, nossos corpos já não suportam mais ser dilacerados, tombado há 521 anos. Que o projeto esquartejador empunhado pela colonização, violenta todas nós, mulheres indígenas há mais de cinco séculos.

    Somos 448 mil Mulheres Indígenas no Brasil que o estrupo da colonização não conseguiu matar e não permitiremos que a pandemia da violência do ódio passe por cima de nós.
    Parem de nos matar! A cada mulher indígena assassinada, morre um pouco de nós.

    Vidas indígenas importam. Gritaremos todos os dias, a cada momento, vidas indígenas importam. E a vida de Daiane importa. Importa pra sua família, para seu povo. Importa para nós mulheres indígenas.

    Somos todas Daiane Griá Kaingang!
    Exigimos justiça!

    Assinam o manifesto: ANMIGA – APIB – ARPINSUL

    Leia nota completa da Anmiga (@anmiga): https://bit.ly/JustiçaDaiane


  • NOTA DE PESAR

    Publicado em 27/06/2021 às 16:02

    A Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica da UFSC comunica com profundo pesar a partida do prof. Dr. NANBLÁ GAKRAN no dia 26/06/2021.
    A vida se extinguiu aqui, a passagem se fez num de repente. O choque, a dor, a ausência se estabeleceram e permanecerão na família, na aldeia, na terra indígena, na educação escolar indígena Laklãnõ/Xokleng, na universidade e em muito mais.
    A trajetória foi tanto árdua quanto de muitas conquistas do defensor pioneiro de luta pela valorização da Língua Laklãnõ/Xokleng.
    A Licenciatura Indígena da UFSC presta sua homenagem ao professor de Lingua Laklãnõ-Xokleng da primeira e segunda turmas do Curso. O empenhado professor doutor em Linguística pela UnB, orgulho do povo Laklãnõ-Xokleng, dos povos indígenas no Brasil.
    A Licenciatura Indígena da UFSC se solidariza e deseja conforto, serenidade e força aos filhos e familiares.

    Utate, Nanblá!

    Equipe de Coordenação do Curso Licenciatura Indígena e demais Coordenações anteriores.

    27 de junho de 2021.


  • Lançamento da coleção “AÇÕES E SABERES GUARANI, KAINGANG E LAKLÃNÕ-XOKLENG EM FOCO: PESQUISAS DA LICENCIATURA INTERCULTURAL INDÍGENA DO SUL DA MATA ATLÂNTICA”

    Publicado em 23/04/2021 às 19:04

    Acesse aqui YouTube


  • Publicado em 05/04/2021 às 14:03

    CUn referenda repúdio da Licenciatura Indígena à homenagem a “bugreiro” em Nova Veneza