Dois novos professores indígenas integram o quadro de professores efetivos da UFSC
Por meio do concurso público sob o Edital Nº 020/2025/DDP dois professores indígenas foram aprovados e nomeados para ocupar duas vagas no quadro de professores efetivos do departamento de História da UFSC. Profa. Dra. Joziléia Daniza Jagso Inácio Jacodsen Schild e Prof. Dr. Josué Carvalho, ambos do povo Kaingang, passam a integrar o quadro de professores efetivos atuantes no curso de Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica.
Profa.Dra. Jozileia Kaingang é Doutora e Mestra em Antropologia Social pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, especialista em Educação de Jovens e Adultos Profissionalizantes – Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS. Tem experiência na área de Antropologia Social, com ênfase interdisciplinar nos temas: Mulheres indígenas, saúde e sexualidade indígena, território e educação. Atua como Diretora Executiva e Co-Fundadora da Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade, tendo anteriormente atuado como Secretária Nacional de Articulação e Promoção dos Direitos Indígenas do Ministério dos Povos Indígenas e Chefe de Gabinete da Ministra (2023). Foi coordenadora pedagógica e docente colaboradora no Curso de Graduação de Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica na UFSC (2016-2020).
Prof. Dr. Josué Carvalho Kanhgág possui Doutorado em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (2016) e Pós-Doutorado em Museologia pela Universidade de São Paulo (2018). É também Mestre em Memória Social pela UNIRIO (2012). Foi professor substituto (2018-2020) e (2024-2025) no Curso de Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica (UFSC). Acumula experiência como consultor em políticas públicas para o FNDE/UNESCO (Programa Dinheiro Direto na Escola – PDDE) e para a Secretaria de Educação de Santa Catarina (SED/SC). Também integrou o Grupo de Trabalho formado pelo Ministério da Educação (MEC), Portaria nº 350/2024 para subsidiar a criação da Universidade Federal Indígena do Brasil (UnIND). Sua atuação profissional e acadêmica concentra-se na interface entre Educação e Antropologia da Educação, Memória Social e Museologia. Desenvolve pesquisas e projetos sobre educação intercultural, políticas públicas para educação, patrimônio material e imaterial, e museologia indígena.



